Por altura da III Semana Académica da Associação de Estudantes do I.P.F. (Instituto Politécnico de Faro), em Abril de 1991, foi apresentadA pela Direcção uma proposta de Traje Académico para esta Instituição.
A proposta foi apresentada em passagem de modelos realizada na Semana Académica referida, tendo sido fruto de um trabalho criativo de quatro estudantes do I.P.F.: André Louro, Dulce Neto, Glória Fernandes e Anabela Gonçalves, que tinham como fonte inspiradora apenas os Trajes Académicos de outras Universidades (Coimbra, Braga, Sevilha) e ainda o traje do infante D. Henrique.
Após a sua apresentação, foi levado a Assembleia Geral de Alunos, na qual se deliberou proceder a algumas alterações no traje feminino.
Passados alguns meses, deu-se início ao processo de união entre o Instituto Politécnico de Faro e a Universidade do Algarve, implicando para tal, um abrandamento no processo de criação do Traje Académico.
Por iniciativa dos alunos André Louro, Cristina Morgado, Manuel Malaquias e Dulce Neto, deu-se início a todo o processo, encarregando-se estes de proceder a uma investigação mais aprofundada sobre os trajes característicos da Região e a Escola Infante Sagres.
Ficou ainda deliberado que, para existir uma efectiva dignidade do Traje Académico proposto, este fosse sujeito à apreciação de um corpo idóneo constituído pelo Reitor da Universidade do Algarve, o Conservador do Museu Etnográfico de Faro e o Director do Museu Nacional do Traje.
O Porquê de um Traje?
Porque, para além do mais, é das características mais simbólicas de uma Universidade.
E Porquê Assim?
Porque tomou, sem qualquer esquecimento premeditado, todas as características que influenciam as vestes de uma região, ou seja, o clima, influências de outras escolas, os costumes da região e acima de tudo as características desta Universidade e dos seus Estudantes.
Porquê Azul?
Porque é a Universidade do Algarve, porque a cor base da Instituição é o azul. Escuro porque, como qualquer traje de cerimónia ou estudantil, está imprimida a cor escura. Azul porque o direito à diferença sempre foi o factor multiplicador desta Universidade.
Os trajes apresentados (Masculino/Feminino), são compostos pelas peças que adiante se descriminam e se descrevem as influências.
Sapatos: Da mesma cor que o cinto, preto, influência clássica sem apliques, com ou sem cordões.
Plainas: Calças de plainas azuis escuras, vincadas, baseadas nos trajes do Algarve, fechadas por quatro botões na canela e também por quatro botões na braguilha. Os botões da canela são forrados no mesmo tecido das calças, possuindo estes dois bolsos, adornados por um botão de quatro furos.
Camisa: Camisa branca com nervuras a todo o comprimento, abotoada à frente com botões forrados do mesmo tecido da camisa. Manga comprida vincada, abotoada no punho com dois botões. Baseada nas vestes fidalgas do séc. XVII, S. Brás de Alportel.
Colete: Azul escuro do mesmo tecido das calças, com gola e virados debruados a fita de seda azul escura. Abotoado por dois alamares (constituídos por dois botões de quatro furos, aplicados sobre roseta em fita de seda azul escura e unidos por um cordão de seda da mesma cor). Existe ainda no colete um bolso exterior no lado esquerdo. Baseado em vestes do século passado, expostas no Museu Etnográfico de Faro.
Alberiol: Casaco comprido azul escuro de corte direito com dois bolsos laterais, abotoado por quatro alamares da mesma forma que o colete.
Infante: Chapéu azul escuro, idêntico ao chapéu do Infante D. Henrique (modelo original), com faixa de um metro e meio a partir da primeira costura.
Capa: Peça inteira de fazenda azul escura de corte em redondo e sem bainha, abotoada no colarinho por dois colchetes. Peça característica de todos os Trajes Académicos.
Sapatos: Sapatos pretos, clássicos (frente quadrada arredondada), simples, de salto não muito alto (máximo de 5 cm). Com ou sem meias da cor da pele.
Saia: Saia de panos azul escura, presa na cintura por um botão e um fecho do lado esquerdo e com uma aplicação na parte inferior a cordão de seda azul escura. Baseada nas antigas saias rodadas da região Algarvia, expostas no museu de S. Brás de Alportel.
Camisa: Camisa branca com nervuras, abotoada à frente com botões forrados do mesmo tecido da camisa. Manga comprida com um pequeno folho no punho, rematada com um bordado. Baseada nas vestes fidalgas do séc. XVII, S. Brás de Alportel.
Colete: Azul escuro do mesmo tecido da saia, com gola e virados, estes debruados a fita de seda azul escura. Abotoado por dois alamares (constituídos por dois botões de quatro furos, aplicados sobre roseta em fita de seda azul escura e unidos por um cordão de seda da mesma cor). Existe ainda no colete um bolso exterior no lado esquerdo. Baseado em vestes do século passado, expostas no Museu Etnográfico de Faro.
Alberiol: Casaco comprido azul escuro de corte direito com dois bolsos laterais e gola debruada a fita de seda azul escura. Abotoado por quatro alamares da mesma forma que o colete.
Infante: Chapéu azul escuro, idêntico ao chapéu do Infante D. Henrique (modelo original).
Capa: Capa azul escuro. Peça inteira de fazenda azul escura de corte em redondo sem bainha, abotoada no colarinho por dois colchetes.
TODOS OS ELEMENTOS SÃO DE USO OBRIGATÓRIO À EXCEPÇÃO DO INFANTE (CHAPÉU).
O TRAJE ACADEMICO DA UALG TEM REGULAMENTO QUE DEFINE TODAS AS REGRAS DE USO DO MESMO.
REGULAMENTO DO TRAJE revisto e aprovado em 17/03/2011